O segundo dia do XV CONFASER – Congresso Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras da Assistência Técnica e Extensão Rural, realizado de 9 a 12 de setembro, em Campina Grande (PB), foi marcado por debates fundamentais para o futuro da extensão rural no Brasil. A programação trouxe como eixo central a Produção de Alimentos e a Erradicação da Fome, conectando-se aos desafios contemporâneos que impactam a agricultura familiar, a segurança alimentar e a sustentabilidade dos territórios rurais.
A Mesa Redonda “Desafios Contemporâneos da Extensão Rural no Brasil” reuniu especialistas, representantes de entidades sindicais e órgãos públicos para refletir sobre três grandes eixos: produção de alimentos e combate à fome, sistemas resilientes e ecológicos e o papel do sindicalismo frente às transformações da extensão rural no país.
Durante os debates, foi destacada a importância da extensão rural como instrumento estratégico para apoiar agricultoras e agricultores familiares na construção de práticas agroecológicas, na geração de renda e na promoção da soberania alimentar, em um cenário de crise climática e de aumento das desigualdades sociais.
Outro momento relevante foi a participação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), que reforçou a necessidade de políticas públicas efetivas para garantir o fortalecimento da agricultura familiar e ampliar a democratização do acesso à terra, à água e a tecnologias sustentáveis.
O evento também abriu espaço para a pauta climática. Representantes do Ministério do Meio Ambiente apresentaram o Plano Clima, recentemente lançado pelo governo federal, que busca articular ações do Brasil no enfrentamento às mudanças climáticas e reforçar os compromissos assumidos pelo país nas Conferências da ONU sobre o Clima (COPs). O lançamento do Plano foi apontado como uma oportunidade para integrar práticas sustentáveis no campo, alinhando a produção de alimentos com a preservação ambiental.
Com isso, o segundo dia do XV CONFASER consolidou a compreensão de que a luta contra a fome, a construção de sistemas alimentares resilientes e a defesa da extensão rural pública e de qualidade passam, necessariamente, pela valorização do trabalho das agricultoras e agricultores familiares e pelo fortalecimento das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável no Brasil.

























